Publicidade no ChatGPT: a plataforma de anúncios da OpenAI chegou ao Brasil
A plataforma de anúncios da OpenAI (ChatGPT) foi liberada no Brasil. Veja o que muda, por que criamos nossa conta no primeiro dia e como esse novo canal se conecta à aquisição e à fidelização de clientes.

Toda vez que um novo canal de mídia nasce, existe uma janela curta em que ele é barato, pouco concorrido e cheio de gente curiosa tentando entender como funciona. Foi assim quando o Google abriu os links patrocinados, foi assim quando o Facebook virou máquina de anúncios, foi assim com o TikTok. Hoje, 6 de agosto de 2026, um novo canal desses abriu no Brasil: a plataforma de anúncios da OpenAI, que permite veicular publicidade dentro do ChatGPT.
Recebemos o convite por e-mail de manhã e, no mesmo dia, criamos a conta, instalamos o pixel e configuramos os eventos de conversão. Este artigo é o relato honesto de quem colocou a mão na ferramenta no primeiro dia: o que muda, o que ainda é cedo para saber, e a pergunta que interessa ao dono de negócio no fim de tudo. O que as campanhas no ChatGPT têm a ver com os seus clientes?
Não é um manual passo a passo de configuração. É um panorama do que representa esse novo canal, por que ele se conecta diretamente à forma como as pessoas compram em 2026, e como ele se encaixa numa lógica que a gente vive todos os dias aqui: atrair cliente é só metade do jogo. A outra metade é fazer ele voltar.
O que aconteceu hoje: anúncios no ChatGPT no Brasil
A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, liberou para anunciantes com sede no Brasil o acesso à sua plataforma de anúncios, o OpenAI Ads Manager (ainda em fase beta). Na prática, isso significa que empresas passam a poder exibir anúncios dentro das conversas do ChatGPT, alcançando pessoas enquanto elas exploram ideias, pesquisam e avaliam opções. Pelo painel, dá para criar, editar e gerenciar campanhas, acompanhar o desempenho, baixar relatórios e controlar orçamento e permissões de equipe, tudo num lugar só.
O convite chegou com o tom que costuma abrir esses ciclos: um agradecimento pelo interesse em anunciar no ChatGPT e a comunicação de que a plataforma já está disponível por aqui. Guardamos o print, porque momentos como esse são registro de quando um canal de aquisição nasce.

Um novo canal, ao lado de Google, Meta e TikTok
Vale colocar a novidade no lugar certo. O anúncio no ChatGPT não substitui os canais que você já conhece. Ele se soma. Assim como o Google Ads, o Meta Ads (que cuida de Instagram e Facebook), o TikTok e outros meios, ele é mais uma grande praça onde criar e gerenciar campanhas, controlar orçamento e medir resultado.
A diferença está no momento em que o anúncio aparece. No Google, a pessoa está buscando por uma palavra-chave. Nas redes da Meta e no TikTok, ela está navegando por conteúdo e sendo impactada no meio do feed. No ChatGPT, ela está no meio de uma conversa: pedindo recomendação, tirando dúvida, comparando alternativas, montando uma decisão. É um contexto de intenção alta e diálogo aberto, diferente de tudo que existia até aqui.
Por que isso importa: o cliente pesquisa na IA
Faz alguns anos, a jornada de compra começava quase sempre num buscador. Hoje, uma parte crescente dela começa dentro de uma inteligência artificial. As pessoas usam ferramentas como ChatGPT, Claude, Gemini e outras para pesquisar informação, pedir opinião, buscar prova social e entender qual produto ou serviço se adapta melhor à necessidade delas. A pergunta que antes ia para o Google ("qual o melhor programa de fidelidade para o meu negócio?") agora, muitas vezes, vai para uma conversa com a IA.
Isso muda o jogo por um motivo simples: estar presente onde a decisão se forma vale ouro. Quando alguém está pesquisando ativamente e comparando opções, é o momento mais fértil para uma marca aparecer com relevância. Um novo canal que coloca o seu negócio exatamente nesse instante não é um detalhe. É uma mudança de onde a atenção do consumidor está.
Há um segundo ponto, mais técnico, que importa. A gente sabe que o nosso site é bem rastreado pelas plataformas de IA. Quando o conteúdo do seu site é bem estruturado, essas ferramentas conseguem lê-lo, entendê-lo e usá-lo como referência nas respostas que dão às pessoas. Ou seja: aparecer na era da IA tem dois lados, o orgânico (ser encontrado e citado nas respostas) e o pago (o anúncio dentro do ChatGPT). Os dois puxam para o mesmo lugar: presença no momento da pesquisa.
Por que criamos nossa conta no primeiro dia
Eu, Rodolfo Ferreira, CEO da Fidelimax (você pode me acompanhar no LinkedIn), recebi o e-mail no dia 6 de agosto e, ainda de manhã, já criei a conta de anúncios da Fidelimax na OpenAI. A decisão de adotar no primeiro dia não foi impulso: veio de uma leitura de contexto. A Fidelimax é uma empresa estruturada, com equipe de marketing e de dados e uma pegada tecnológica forte. Para um perfil assim, testar canal novo cedo é parte do trabalho, não aventura. Quem entende comportamento de consumo e aquisição de clientes sabe que os primeiros a dominar um canal aprendem mais rápido e largam na frente.
E tem um ponto que facilitou a decisão: a nossa casa já estava arrumada para isso. Como já temos os nossos UTMs mapeados (os parâmetros que identificam de onde veio cada visita) e sabemos que o nosso site é bem rastreado por ferramentas de IA como Claude, ChatGPT e Gemini, entrar num novo canal de aquisição foi natural. A infraestrutura de mensuração já existia; era só plugar mais uma fonte de tráfego nela.
Na prática, no primeiro dia a gente fez três coisas: criou a conta, instalou o pixel da OpenAI no site (o código que registra quem chega pelo anúncio) e configurou os eventos de conversão. Criamos um evento de conversão para quem cria uma conta gratuita conosco e, via server-side (do lado do servidor, não do navegador), um evento para quem assina a plataforma. A lógica por trás disso é a mesma que já funciona no Google e na Meta: quanto mais dados qualificados você dá para o algoritmo, melhor ele entende quem vale a pena buscar. Se a plataforma da OpenAI funcionar como as outras, esses eventos vão ensinar o algoritmo dela com base nos nossos próprios dados de conversão.
Canal novo, no começo, exige menos dinheiro e mais atenção. Quem entende cedo como a ferramenta funciona, enquanto ela ainda está barata e pouco concorrida, larga na frente quando o canal amadurece.
Primeiras impressões de quem já configurou
A minha primeira impressão, configurando tudo, é que a experiência parece uma mistura de Google Ads com Meta Ads. Quem já mexeu com um dos dois vai reconhecer a lógica rápido: você cria uma campanha, define um grupo de anúncios, escolhe o público, ajusta o lance e a página de destino, e sobe o criativo. O pixel no site funciona no mesmo espírito do pixel do Facebook, e os eventos de conversão seguem a mesma ideia de sempre.
Alguns pontos que chamaram a atenção neste primeiro contato:
- Está toda em português. Não é uma ferramenta traduzida pela metade: dá para navegar sem tropeçar no idioma.
- É fácil de mexer. A parte básica (criar campanha, definir público, subir anúncio) provavelmente qualquer pessoa consegue fazer, mesmo sem conhecimento técnico profundo.
- O custo por clique parte de um mínimo em torno de 3 dólares, o que ainda é alto para alguns cenários e merece acompanhamento de perto.
- A segmentação é feita por "dicas de contexto": em vez de palavras-chave exatas, você descreve as conversas e os temas em que o seu produto é relevante.
Preciso ser honesto com você: ainda é muito cedo para falar de resultados. A plataforma é nova, o modelo de cobrança é recente e ninguém tem histórico de meses para dizer com segurança qual o custo por cliente adquirido nesse canal. Consigo comentar da experiência de uso, não do retorno. E a experiência de uso, essa sim, me agradou: intuitiva, em português e acessível. Vamos acompanhar de perto e ajustar conforme os números aparecerem.
Como configuramos a campanha por dentro
Vou abrir um pouco do que a gente viu na configuração, porque acho que ajuda quem vai testar. A parte de objetivo da campanha lembra bastante os outros canais: dá para escolher entre objetivo de cliques (levar gente para o site) ou de conversões (otimizar para quem realmente faz a ação que interessa, como criar uma conta). Como a nossa mensuração já estava montada, fomos direto para conversão.
Na localização, como a Fidelimax atende o Brasil inteiro, deixamos a campanha para o Brasil todo. Vale saber que a plataforma permite excluir locais: se o seu negócio atende só uma região, dá para tirar da campanha os lugares onde você não entrega, evitando pagar clique de quem não vai conseguir comprar de você.
Nos parâmetros de consulta da página de destino, seguimos o que a documentação da OpenAI orienta e usamos os macros que a própria plataforma preenche na hora do clique. No nosso caso, ficou campaign_id={campaign_id}&ad_id={ad_id}. Isso ajuda a identificar depois, nos relatórios, qual campanha e qual anúncio trouxeram cada visita.
A parte de público foi a que mais me chamou a atenção, porque é bem mais simples do que os públicos do Meta e do Google Ads. A própria plataforma resume o que aceita: você envia e-mails e números de telefone, com ou sem hash (o hash é uma forma de embaralhar o dado para proteger a privacidade), para usar como filtros de público nas campanhas. A partir dessas listas, dá para configurar multiplicadores (dar mais peso a determinados públicos) e também excluir públicos personalizados.
Esse detalhe de excluir público é mais útil do que parece. Um exemplo prático: você pode não querer mostrar o anúncio para os seus clientes atuais, já que eles não são o alvo de uma campanha de aquisição. Enviando a lista deles como público de exclusão, você economiza investimento e mira só em gente nova. É o tipo de refinamento que separa quem gasta com cabeça de quem só bota anúncio no ar.
O que anúncio tem a ver com CAC, LTV e churn
Aqui está o pulo do gato que separa quem só "bota anúncio no ar" de quem faz mídia com cabeça. Todo canal de aquisição, incluindo esse novo, tem um custo por cliente conquistado. É o que o mercado chama de CAC (Custo de Aquisição de Cliente): quanto você gasta, em média, para trazer cada cliente novo. Se o clique parte de 3 dólares e você precisa de vários cliques para gerar uma venda, esse custo se acumula rápido.
Agora, o CAC sozinho não diz nada. Ele só faz sentido ao lado do LTV (o valor que um cliente gera ao longo de toda a relação com o seu negócio). A conta é simples de sentir: se você gasta para trazer um cliente e ele compra uma vez só e some, o anúncio dificilmente se paga. Se esse mesmo cliente volta a comprar várias vezes, o custo de tê-lo adquirido se dilui e cada campanha fica mais lucrativa. É por isso que reduzir o churn (a taxa de clientes que param de comprar) muda completamente a matemática da mídia paga.
Traduzindo para o dia a dia: anúncio caro não é problema se o cliente fica. O que quebra o negócio é pagar caro para atrair alguém que compra uma vez e não volta nunca mais. Entender essa relação é o que permite investir em um canal novo sem medo, porque você sabe que a conta fecha do outro lado, na recompra.
Aparecer é aquisição. Fidelizar é o que segura o cliente.
A Fidelimax é uma plataforma de fidelização de clientes, então pode parecer estranho a gente falar tanto de anúncio, que é aquisição. Faz todo sentido, na verdade. Aquisição e fidelização são dois lados da mesma moeda, e quem cuida bem de um naturalmente melhora o outro.
Fidelização tem tudo a ver com aquisição. Marca tem tudo a ver com branding, com ser lembrado, com aparecer nos lugares certos. E aparecer, quando faz sentido, é importante: é o que coloca o seu negócio no radar de quem ainda nem te conhece. O anúncio abre a porta. Mas quem faz o cliente atravessar a porta de novo, e de novo, é o relacionamento que você constrói depois da primeira compra.
É por isso que a gente insiste tanto na régua honesta que usa nas nossas conversas: quando um negócio passa a cuidar do cliente de forma estruturada (captar, conquistar, fidelizar), a média que a gente vê na base é de 26% a 28% de crescimento de faturamento. Mas o piso sincero é mais simples: se você não perceber pelo menos 10% de melhora, alguma coisa está fora do lugar. Parte desse ganho, aliás, vem justamente da mudança de postura: quem começa a fidelizar também costuma anunciar melhor, atender melhor e usar automação. O conjunto é que faz o resultado, não uma peça isolada.
Na prática, a esteira completa funciona assim: o cliente é atraído (por um anúncio, por uma busca, por indicação), se cadastra no programa de fidelidade digital porque tem uma vantagem clara, recebe cashback ou pontos, entra numa régua de comunicação automática pelo WhatsApp (boas-vindas, aniversário, saldo expirando, cliente sumido) e volta sempre. O anúncio no ChatGPT alimenta o topo dessa esteira com gente nova. A fidelização faz a esteira girar e transforma essa gente em cliente recorrente.
Como começar (mesmo sem ser especialista)
A nossa recomendação para quem entende de consumo, de aquisição e de retenção é direta: pare para entender como funciona, crie uma campanha mesmo que simples e trate isso como um caminho novo a ser explorado. Não precisa apostar alto nem virar especialista de um dia para o outro. Precisa é começar a aprender enquanto o canal ainda é jovem. Um roteiro básico de quem quer testar:
Se o tema de inteligência artificial aplicada ao dia a dia do negócio te interessou, vale a leitura do nosso guia sobre inteligência artificial no varejo. E se você quer entender como transformar o cliente que chega em cliente que fica, o post sobre como aumentar as vendas com relacionamento e fidelização abre a lógica em detalhe. E para levar as campanhas até o cliente, dá uma olhada em WhatsApp e e-mail marketing.
No fim, a chegada dos anúncios no ChatGPT ao Brasil é uma boa notícia para quem vive de trazer e manter cliente. É mais um lugar para aparecer, num momento em que a atenção das pessoas está migrando para a IA. Mas o princípio não mudou: aparecer atrai, relacionamento retém. Quem tiver os dois lados funcionando (a torneira de aquisição aberta e a fidelização segurando o cliente do outro lado) vai aproveitar melhor esse e qualquer outro canal que surgir. Quer montar o lado da retenção com a gente? Crie sua conta grátis ou explore os combos da Fidelimax, que reúnem os recursos numa contratação só. Se ficar qualquer dúvida, a Central de Ajuda e o nosso time de especialistas estão a um clique.
Perguntas frequentes
É o gerenciador de anúncios da OpenAI, o OpenAI Ads Manager, que permite às empresas veicular anúncios dentro do ChatGPT. Funciona no mesmo espírito do Google Ads e do Meta Ads: você cria uma campanha, define o público por meio de dicas de contexto, escolhe o orçamento e acompanha os resultados num painel. A novidade é que agora está disponível para anunciantes com sede no Brasil.
Conteúdo produzido pela equipe Fidelimax sobre fidelização, cashback, varejo e marketing de relacionamento. A gente escreve pra quem toca um negócio no dia a dia, sem academiquês.